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Confinamento e a pandemia COVID-19: quais as questões que se colocam?

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Escrevi, a convite da página Câmara dos Comuns , uma pequena reflexão sobre a atual pandemia, e as questões que se com ela se podem colocar do ponto de vista do estabelecimento de novas políticas públicas.  Durante a pandemia do COVID-19, várias foram as palavras que entraram para o vocabulário corrente dos portugueses: as máscaras reutilizáveis ou as FFP2; os desinfetantes líquidos ou em formato gel; o distanciamento social; o confinamento. Registou-se a crescente utilização de plataformas de entregas, por parte dos portugueses, sejam elas dedicadas à entrega de refeições, ou de entregas de compras de supermercado feitas online, associadas à evolução e à inovação tecnológica. A expansão da rede conceptual relacionada com a atual pandemia levou à adoção destes novos conceitos e ideias (no sentido mais abstrato), e também à necessidade de atuação por parte de Governos e entidades supranacionais sob a forma de política pública (no sentido mais concreto). Devo realçar que esta breve e...

COVID-19 and Inequality: a brief reflection, from theory to political action.

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A  convite da Professora Conceição Soares, escrevi um artigo para o blog to research group 'Ethics, Economy & Society', composto por professores e investigadores da Católica Porto Business School. Neste artigo faço uma breve relação sobre a relação entre a pandemia do COVID-19 e a Desigualdade, partindo de uma base teórica (mas não académica) e relacioná-la com policies (uso a palavra em inglês para distinguir Policy de Politics ).  Here it is: Since the beginning of our confinement, many have written on how this pandemic will affect our society. Some have claimed that we, as a society and as individual members of that society, should take this pandemic as an opportunity to rethink our way of living. Others have rightly argued that this is no longer ‘just’ a health crisis – it is a social, a cultural, an economic, and soon a financial one. While it is true that this virus does not differentiate between who it infects, it is undeniable that it will hit the poorest members...

A Insensibilidade da Inacção

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Até este momento, mais de 300 mil cidadãos americanos contraíram o vírus COVID19, dos quais 8 mil morreram. O Estado de Nova Iorque destaca-se como o Estado em que os números são mais elevados – quase 115 mil infetados e mais de 3500 mortos -, seguido do Estado vizinho de Nova Jérsia com mais de 34 mil infetados e mais de 800 mortos. No entanto, o vírus não se fica apenas pela costa Este, tendo já infetado dezenas de milhares de pessoas em Estados como California, Illinois, Michigan, e a Pensilvânia. Estes números, apesar de arrepiantes e assustadores, não são exclusivos à situação americana – basta olharmos para os casos de Itália, Espanha e França. No entanto, o número de casos e o número de mortes registadas são consequência de duas características do contexto americano: a primeira prende-se com a inexistência de um Serviço Nacional de Saúde, de acesso livre e gratuito, num país onde 11% dos seus habitantes vivem numa situação de pobreza e não têm possibilidade de ver um méd...